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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

REALMENTE


Eu realmente não sei onde a vida vai me levar
Eu fecho os olhos pra não ouvir
Eu abro a boca pra não enxergar


Eu realmente não sei o que faço de errado
Eu corro pra ficar parado
Eu mudo pra não mudar


Eu realmente não sei o que está diferente
Eu me escondo pra que me encontrem
Eu faço silencio na hora de falar


Eu realmente acho que está tudo certo
A luz me céga
E no escuro eu não enxergo


Eu realmente vejo que está tudo bem
Eu odeio pra dizer que amo
E eu amo pra dizer que tenho medo


Eu realmente escuto que sou feliz
Eu choro pra não sorrir
Eu me mato pra renascer


Eu realmente acho que tudo é normal
Eu escrevo pra ninguém ler
Eu aceno pro além


Eu realmente vou acreditar que assim é perfeito
Gritar sem voz
Chorar sem lágrimas
Pedir sem precisar
Roubar de quem não tem
Eu realmente não sei o que precisa mudar?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SEGUNDOS MINUTOS E HORAS


Tem segundos, minutos e horas
Que não há como não parar
E deixar o fluir do traço desalinhar
De se perder, no que não dá pra crer
E esquecer de tudo o que se tem pra fazer
Reconhecer o reflexo e a sombra do seu ser
Correndo o risco de tentar ver
Num lugar onde não há o que se ver
Irá cair no vazio, com o nada que há de surgir
E partir numa urgência de se permitir
De sentir um misero e discreto, sentir


É nesses segundos, minutos e horas
Que se percebe que não está vivendo
Que os dias passam e você vai morrendo
E o seu corpo envelhecendo
Com mais um dia que está amanhecendo
E no desespero do desaparecido
Na angustia do eterno esquecido
Percebe que só de morte tem vivido
Pois
O sonho acabou
Os amores não amou
A paz tanto buscou e não encontrou
A própria vida condenou
Porque diante do que sou, ela parou


Mas é nesses segundos, minutos e horas
Que a gente pensa em mudar
Acha que tem tempo de reiniciar
E a força adormecida pode retornar
E o que não se sabe, quem sabe recuperar
Ressuscitar o corpo morto
Que como um zumbi caminhava torto


E quando chega esses segundos, minutos e horas
A magia da alegria é instaurada
E com a vitória sobre o nada
A vida percorre uma estrada apaixonada
Onde as esperanças tornam-se flores
As pessoas transformam-se em amores
Os temores negros, ganham cores
E da nossa poesia tornamo-nos mais que autores
Senhores do belo e esplendoroso
Que reluz na alma do antigo medroso


Mas esses segundos, minutos e horas passam
E o diferente vira costume
A musica aos poucos perde seu volume
E como peixes enfiamo-nos atrás do cardume
Nos conformamos com o habitual
E tudo o que é igual deixa de ser especial
A beleza só se encontra na novidade
Em perseguir uma nova verdade
Que lhe traga novamente um grão de felicidade


E um dia os segundos, minutos e horas param
E o cego que não olhou para o lado
Agora dentro do seu caixote quadrado
Entende que a busca era o que era errado
Que condenado foi o seu passado
E o futuro nunca mais chegará
Na hora da morte a única luz que recebeu
Foi a ver que na verdade ele viveu
O problema, é que não percebeu.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

NOVO DIA


Hoje o mundo está despencando,
Mas a minha mente está navegando,
De braços cruzados só observando.

Hoje acordei pra não me preocupar,
É o dia de parar pra ver o mar,
Olhar os homens a remar,

Ontem foi dia de morrer,
De chorar e sofrer,
De deixar tudo pra trás e correr.

Mas hoje meu espirito está renovado,
Achando engraçado o que estava errado.
Compreendendo que o feio é belo e encantado.

PESO


Assim como um espirito nefasto,
Tenho seguido de arrasto,
Deixando as marcas de um sapato gasto,

 Vou me deixando levar,
A correnteza me arrasta até eu afundar,
As vezes ela me deixa respirar,
Pois seu desejo não é me matar,
Ela só quer me torturar.

Tudo o que eu preciso, 
É um colo pra me aquecer,
Mas não tenho pra onde correr,
Nem uma alma pra me socorrer,
Só alguém que entenda o meu sofrer,
Alguém que não pense só em receber,

 Mas aprendi a me curar sozinho,
Desviar dos espinhos,
De uma vida sem carinho,
Como um passaro sem ninho.

 Eu só tenho o tempo,
Fico a observar ele passar,
Na esperança de ele levar,
Tudo que preciso transformar.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A POESIA


A poesia vive,
Ela não desaparece,
Me mostra onde estive.
Coisas que a gente não esquece.



A poesia brilha,
Ela transparece
Me resgata da ilha
De uma vida que faz e acontece.


A poesia vibra,

Ela me aquece,
Me alimenta de fibra,
Ela é minha parte bela que aparece.



A poesia desperta,
Ela é minha prece,
Faz de mim, minha descoberta,
É parte da minha alma que nunca adormece.

sábado, 19 de março de 2011

ALGUMA COISA


Sinto uma coisa contida,
Em algum lugar escondida,
Esperando o melhor momento pra saída,


Anseia fugir como um homicida,
Pular como um suicida,
Empurrar uma alma distraída,
Destruir e tornar-se destemida.


A espera de que alguma coisa seja partida,
Pra retornar de onde está foragida,
E imperar, onde foi proibida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A COMUM ANOMALIA DA MUDANÇA


Acho que eu nunca sei o que pensar,
Por qual rua eu vou andar,
A vida não pára de correr,
Os caminhos me surgem sem eu ver,
Sem ao menos eu perceber,
E compreender todas as alterações,          
Que mais parecem invenções,
De tão rápidas que são,
Da forma que vem e vão,
As vezes me sinto um passageiro,
Engatado em um navio cargueiro,
E a vida vai seguindo,
Quando acordo só escuto um bem-vindo,
Chegamos ao seu destino
Aproveite sua estadia
Vou relaxar, logo imagino,
Mas mal acaba o dia,
Pra essa tão comum anomalia,
Despertar e tudo mudar,
Pra quando você menos esperar,
Mais uma vez tudo trocar!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O PINTOR


O seu  mundo ele mudou,
O sonho recomeçou,
A realidade se transformou,
Seu fardo em algum lugar abandonou,
Encontrou-se com si mesmo,
E se libertou.
Já não controla o sorriso,
Desprendeu-se do que era preciso,
As boas vindas agora é o seu aviso,
Suas palavras constroem paraísos,
Libertando gargalhadas a tanto,
Que até assusta causa espanto,
Em alguns lugares é até dito como santo,
Proprietário de um encanto,
Que só cresce e não se sabe o quanto.
Um mundo ele coloriu,
Sobre si evoluiu,
A dor de dentro de si se extraiu,
E Com apenas um pincel,
Acreditou que poderia pintar o céu,
Cobrir as feridas de um mundo cruel,
Tapar com mel,
Os buracos de uma vida infiel,
De quem já dormiu com uma cascavel,
E diante dos seus olhos viu se formar um cartel,
Perdeu dedo e anel,
Pra alguma inescrupulosa de bordel.
Mas encontrou a sintonia,
Derrotou a apatia,
E espalhou sua alegria,
Encantou a todos com sua simpatia,
Doou energia e euforia,
E conseguiu ajudantes,
De todos os quadrantes,
Espíritos ávidos e amantes,
Sedentos por uma vida deslumbrante,
De algo que pudessem deixar como herança,
Que pudessem promover a mudança como uma dança,
Coreografada na boa-aventurança,
Por onde passou trouxe vida e esperança,
Nobres valores integradores,
Muitas cores e é claro,
Muitos amores.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O POETA E A POESIA


Ser poeta é acreditar,
No que a razão tenta desacreditar,
Mas para o poeta a poesia,
É a luz do dia,
É onipresente e onisciente,
Vivendo o presente,
Repleto de paixão,
Em uma transa com todo tesão.

O poeta vê poesia em tudo,
Até no nada, no vazio, no mudo,
Sua poesia vem da alegria,
Surge como magia,
Criadora de fantasias,
Sua poesia vem da tristeza,
Da duvida e da certeza,
Da pobreza e da riqueza.

A poesia nunca vai embora,
Vem e acontece, não tem hora,
Presença garantida,
Na vida fácil e sofrida,
Na chegada e na despedida,
Recheando todos os momentos,
Com verdadeiros sentimentos,
Falando de si,pra si,
E de si para o mundo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

ABRAÇO DA MENTE - 100



Envolto no silencio e na escuridão,
Começo a perceber que isto vem a incomodar,
A mente não quer parar e ela vem pra torturar,
Entrelaçando o que levou a solidão.

Agora somos só eu e o nada,
Coisa nenhuma além de mim e meus pensamentos,
Não há lugar pra se esconder dos meus tormentos,
Tem sido assim toda madrugada.

Não há o que ver, ouvir ou fugir,
Por mais que eu tente não posso me esconder,
O que está aqui dentro não dá pra esquecer,
E é tão forte que não paro de sentir.

Como não ha fuga, eu me confronto,
Em uma batalha travada silenciosamente,
Entre eu e a minha inquieta mente,
O equilíbrio dói, é difícil acertar o ponto.

A mente não se suporta,
Busca a paz nas "externalidades",
Compostas em abundantes variedades,
Mas a mente é forte, só se finge de morta.

E no seu retorno grandioso,
Devasta o que penso ao meu respeito,
Virando para baixo qualquer conceito,
Sem se importar se isso é doloroso.

Ela mente vem com o tédio,
Com intenção de nos engrandecer,
Mas como tolos não nos deixamos perceber,
E fugimos, do nosso melhor remédio.