Envolto no silencio e na escuridão,
Começo a perceber que isto vem a incomodar,
A mente não quer parar e ela vem pra torturar,
Entrelaçando o que levou a solidão.
Agora somos só eu e o nada,
Coisa nenhuma além de mim e meus pensamentos,
Não há lugar pra se esconder dos meus tormentos,
Tem sido assim toda madrugada.
Não há o que ver, ouvir ou fugir,
Por mais que eu tente não posso me esconder,
O que está aqui dentro não dá pra esquecer,
E é tão forte que não paro de sentir.
Como não ha fuga, eu me confronto,
Em uma batalha travada silenciosamente,
Entre eu e a minha inquieta mente,
O equilíbrio dói, é difícil acertar o ponto.
A mente não se suporta,
Busca a paz nas "externalidades",
Compostas em abundantes variedades,
Mas a mente é forte, só se finge de morta.
E no seu retorno grandioso,
Devasta o que penso ao meu respeito,
Virando para baixo qualquer conceito,
Sem se importar se isso é doloroso.
Ela mente vem com o tédio,
Com intenção de nos engrandecer,
Mas como tolos não nos deixamos perceber,
E fugimos, do nosso melhor remédio.