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terça-feira, 19 de outubro de 2010

ERRAR

To me sentindo vazio
Cheio de tudo
Sem ter nada.
No meu limiar
Sem perspectivas
Cheio de raiva.
Procurando culpados
Sem perceber
Que de fato só eu sou culpado
Por errar
Nem duas, nem três
Mas sempre
Mas não posso me martirizar
Me abandonar
Apenas por errar
Mas é difícil ver a vida quando
O colorido virou preto e branco
Os sorrisos viraram decepções
E as lagrimas tempestades diárias
Seria tão bom encerrar tudo isso
Abandonar
Pois o resultado
Já é previsível
E mais uma vez
Irei errar
E a idéia finalizar
Seria apenas ultimo errar
Mas quem sabe
Aqui dentro
Pode ainda existir
Uma ultima gota de esperança
Que pode também dar errado
E Quem sabe
Sempre haverá
Esta ultima gota
Disposta a mostrar
Que ainda pode existir uma brecha
Pois o errar
Sempre existirá
E os erros eu já tenho
E são bem pesados de carregar
Mas Agora só falta o acertar
Mas pra acertar
É necessário a vontade
Que insiste em se esconder
A vontade da vontade é de sumir
Desaparecer pra não tentar
Pois já se sabe que irá errar
Nos erros antigos
E ainda irão surgir erros novos
Mais fardos pra carregar
Tornando ainda mais difícil
A jornada da vida
Os erros vem e sugam
A energia
Enfraquecem
E enfraquecer-se
É mais um erro
Derrotar-se
Outro
E lutar pode seu um caminhar
Pra mais um errar
Tudo me parece
Que viver
É errar
Tentar viver
Consiste inevitavelmente
Em erros e acertos
Mas quando se erra demais
Os acertos parecem tão distantes
Um destino feliz que nunca chega
A cenoura inalcançável do cavalo.

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