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sábado, 25 de dezembro de 2010

ESCONDIDO

O fogo queima tudo aqui dentro,
Ao se fecharem os olhos encontram um certo centro,
O corpo só quer saber de um lugar a se deitar,
Relaxar, e se por a sonhar,
Desfrutar da fuga do que não se quer enfrentar,
Usufruir da ilusão de não se encarar,
Persistir nessa incansável negação,
Que alimenta de uma doce ambição,
Saborosa fantasia de uma breve absolvição.
Pra aquilo que acredito que não tem perdão.

Me consumir, até eu mesmo me fazer sumir,
Desfazer-se, observar o destino se partir,
Obrigando-o a se reconstruir,
Traçar novos trilhos, caminhos a se sorrir,
Por um novo ser que anseia por eclodir,

Fazer ruir a dor,e os negativos re-sentimentos,
Re-nascendo leve como o vento,
Trazendo energia e alegria com seus sutis movimentos,
De dentro, construindo novos sentimentos.
Independente do externo ideal e irreal,
Que só promovem um preenchimento superficial,
Frágeis máscaras de papel, que como um fino véu,
Cobrem o horror que não se quer ver,
Repudiam o que não se pode ser,
E não se pode nem acreditar que isso existe,
Nem pensar, mas o monstro infelizmente persiste,
E cedo ou tarde aparece,
E quanto mais o tempo passa, mais cresce,
O que vem de dentro nunca adormece.

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